terça-feira, 23 de novembro de 2010


e volto e re.volto ao
fragmento.momento.instante.fragmento. ao lugar quase anacrónico entre a
rigidez e a plácida harmonia da paixão da palavra. apaixonadamente
íntegra nua e impredadora. marco de enigmas e instâncias de sucessivos
véus que aforicamente desconstruo. para melhor te ser o sal e a teia.
pura e paradoxal cintilação deste ir mais além no lugar dos anjos e dos
animais. reino oscilante entre o
aludido e o dito indirecto secreto . assim como a presença-ausência. e
volto. para ser fortuita e
progressivamente asa. fragmento e mistério. a nossa casa. tecido de
todos os afectos. tijolos de
Creta.


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no
Piano.

onde escrever é apenas o fragmento.


Isabel Mendes Ferreira