sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PAUSA PARA O NATAL

Votos de Feliz e Santo Natal.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Natal 2009, mais Um.


NATAL

Nasce mais uma vez, Menino Deus!

Não faltes, que me faltas

Neste Inverno Gelado.

Nasce nu e sagrado

No meu poema,

Se não tens um presépio

Mais agasalhado.

Nasce e fica comigo

Secretamente,

Até que eu, infiel, te denuncie

Aos Herodes do mundo.

Até que eu, incapaz

De me calar,

Devasse os versos e destrua a paz

Que agora sinto, só de te sonhar.


Miguel Torga



Votos de Feliz e Santo Natal.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

abre em rosa. flor sanguínea. - IMF


e não sei das possíveis espigas. entardeço à sombra do

incerto.aveludo-me de baldios onde a palavra é muda. e

tudo muda. das veias para o peito numa renda fina. que se

abre em rosa. flor sanguínea.

Publicada por isabel mendes ferreira em Livro invisível

domingo, 6 de dezembro de 2009


Isabel Mendes Ferreira

retratada por Dina Aguiar

in IMAGENS

uma espécie de rosa

(para a Isabel Mendes Ferreira, amiga de sempre)


por mais velas que acendas


não é com fósforos que vais

desenhar abraços

nem com réguas e compassos

que me acendes o coração.

foram longos os percursos

desde o ciclo do cavalo

debruado pela constância

da relação de mim contigo

e já não resta uma só sílaba

das palavras que me dizias.

o tempo foi-me subida

penosa até ao cimo de

um penhasco rugoso

no entanto mestre de ofício

lento e minucioso:

aprendi a oferecer rosas

quando a alma definhava de dor

aprendi a escrever poemas

com a fé dos peregrinos

aprendi os cânticos e o êxtase

próprios do amor.

por isso aprecio a maneira

delicada de quem escreve

com o corpo e dança com a

alma.


Ângela Marques, a 27 de Novembro, in A MINHA BABEL

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

OBRIGADA AMIGO, PELA GENTILEZA.

Fotografia pessoal. Serralves 09.


"... que em vós achem abrigo
as mágoas que aqui digo,

Enquanto der o Sol virtude à Lua;
Por que de gente em gente
Saibam que já não mata a vida ausente.

Canção, neste desterro viverás,
Voz nua e descoberta
Até que o tempo em Eco te converta."


CAMÕES, Canção VI

Cit in "Voz Nua", de Matilde Rosa Araújo, Livros Horizonte 2001

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Recado aos corvos. Retirado do BILL




Imagem retirada DAQUI

Levai tudo:


o brilho fácil das pratas,

o acre toque das sedas.


Deixai só a incomensurável

memória das labaredas


{António Manuel Pires Cabral}



Este poema foi retirado do REALIDADE TORTA.

É lá que o encontro se garante com o BILL. Homem que diz ser ... " um pouco do nada… Um conjunto de vazios…"


Decubram-no.


Sobre o AUTOR - AQUI

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

o extremo raras vezes é estremo e o tempo é lobo (imf)




Clicar na imagem para leitura do poema.

(...)

_____________e sabendo que o tempo é de agudíssimas horas extremas sou tão ampla quanto a vida e a morte na genuína imobilidade de uma agulha faúlha estilete raras e corpóreas lamas e feridas indissolventes estacas como harpas tensas e átonas. estátuas. o tempo? (...)

IMF in PIANO



terça-feira, 1 de dezembro de 2009