sexta-feira, 18 de junho de 2010

outro dia. Babel S. Sebastião.





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maior que o oráculo dos beijos em teia na renda que nos foi chão.
o que pode o texto ser na sinfonia do bastante e dos sintomas se antes do futuro já sobrava uma linha em branco....
um dia a vida era só a distorção do vento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

um dia.








um dia.

Após uma espera lentíssima de desejo ardente
de ler mais da Poeta Isabel Mendes Ferreira,
mostrou-se.
Vive numa montra requinta virada para a rua dos poetas.
Lugar que nunca quis.
Está mesmo aqui, perto da academia dos artistas,
por onde passou um dia a Senhora e Dona das Palavras.
Chegou.
E o dia fez-se de luz.
E o mar abriu a garganta.
E as ondas ofereceram as suas/dela lágrimas.
Está aqui para deleite de todos.

LIVRARIA BABEL CHIADO


Hoje, no PIANO



um dia a vida foi-nos foice no lentíssimo refazer do não expectável. um instante apenas e a humildade passou a terra húmida. desdobrada em espelhos de diminuir o tempo. esfacelada de água onde o gesto nunca chegou a excesso.
um dia. que te entrego. como se fosses mais forte que a eternidade.


(...)

Continua na Sala de Concertos da Poeta Isabel Mendes Ferreira

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dizer o quê... se os dias estão mordentes e as palavras são todas de imf.




dizer o quê se a boca é fresca
o coração mudo
a pele incêndio
os dentes de linho
a língua selo
a chama lacre
o riso barco
dizer que nenhum salto faz falta
para saltar o arrepio

dizer devagar
e depois ser breve no adeus.


IMF, in "A Pele", Editorial Presença, 1989

segunda-feira, 14 de junho de 2010


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"as lágrimas estão todas na garganta do mar. hábil destino das
fontes.
agora sepulcro sagrado e inesgotável cântico. seco. árctico.
porém luz da língua.
pirâmide e estrela do mesmo gesto circular. ampla a vereda onde o sol
adormece. para ser febre nas tuas pálpebras."

Isabel Mendes Ferreira in As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar.

E, foto de Paula Viotti
O Guardador de Lágrimas, do Mestre José Rodrigues no Convento de Sam Payo.

Uma escolha de José Pires F, o "Posfaciador" de "As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar",
de Isabel Mendes Ferreira, Babel Editora, Chancela da Arcádia, Lisboa 2010.

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[…]
e éramos. duas lágrimas de cristal. lapidadas em curva. crivadas de retornos e de saudade. dois rios pródigos que se bebem no pescoço da memória nunca incendiada e sempre cal. duas pedras infacetadas como todo o êxtase no lado mais peregrino do circulo que nos é medida. cativa.
e somos. legíveis. sem pânico sem rede sem poeiras arbustivas. somos. a chave. a face. o extremo que é sempre extremo. o templo. o cálice e o claustro.

Isabel Mendes Ferreira in As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar.


E, foto de Paula Viotti
Lágrima suspensa, do Mestre José Rodrigues no Convento de Sam Payo.

Uma escolha de José Pires F, o "Posfaciador" de "As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar",
de Isabel Mendes Ferreira, Babel Editora, Chancela da Arcádia, Lisboa 2010.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar, IMF - Nas bancas a partir de 8 de Junho 2010




«Ler Isabel Mendes Ferreira é como assistir ao descerrar de auroras, cantando e reinventando palavras de diferentes paladares por detrás dos fiapos da memória e da respiração das manhãs. Assim escreve quem sabe, quem não se fica pela superfície das coisas ou por um dos lados da dimensão do ser humano, assim escreve quem transporta cestas de palavras no coração dos dedos, assim escreve a Isabel Mendes Ferreira.» Do posfácio de José Pires F. Livro torrencial e vivido, onde a poesia mergulha nas lágrimas do mar e o leitor descerra as mais fortes sensações.

Pode encontrar-se disponível para encomenda na Livraria ALMEDINA

Livro torrencial e vivido, onde a poesia mergulha nas lágrimas do mar e o leitor descerra as mais fortes sensações.

Sinopse daqui: Wook

Imagem retirada do PIANO