
domingo, 19 de julho de 2009
VOLTAREI

UM POETA PARA DESCOBRIR.
maravilhoso. o insólito rugido de um corpo sempre floresta.entrar às escuras no sangue fervente que tanto é raiz como fruto.ser excessivo e espartano. vago e objectivo. anel e árvore. escrever para
ninguém. como quem compõe um adágio solitário e carinhoso. orquestra de
sílabas e de carne. a matéria de um violino a ser cárcere e prado . tudo na
mesma delicada sombra onde se perde a vida."
Infracarnália
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A PEDIDO DE UM BOM AMIGO.
Deixo-vos o Prefácio pela mão de Jorge M. Laureano Jacinto
e assim, levantar o pano de tão bela obra. E actual, apesar dos 17 anos que o separam dos dias de hoje.
"Conheci Isabel Mendes Ferreira. Este ano.
E fiquei encantado. Pela sua
disponibilidade para a vida, o encanto de quem a aceita como tal.
Pintora, poetisa e escritora esta mulher não se deixa derrotar, nem vencer.
Pelo contrário, agarra a vida com doçura e garra.
Não é por acaso que escrevo sobre Isabel Mendes Ferreira neste local. Ao ler mais uma obra sua, apercebi-me quanto é difícil separar nos seus trabalhos a protagonista da narradora.
Principalmente em "Vermelho Doce". Se isto não é Literatura autobiográfica, o que é então?!
Mais. Isabel Mendes Ferreira escreve como quem vive sente e sonha, sem cair nos absurdos e excessos de alguns jovens escritores contemporâneos. Em particular dos que habitam lá para os lados de Hollywood. Em Isabel Mendes Ferreira o marcar da pontuação faz sentido e não é um simples recurso de estilo para suprir lacunas no domínio da linguagem escrita. Isabel Mendes Ferreira escreve com sentido.
"Vermelho Doce". Uma novela enquadrada pelo doce da poesia, o que faz com que este registo seja difícil de definir. Até quando ele recorre a instâncias estruturais______________O livro divide-se por cores, tons que marcam épocas e vivências____________
baralha e dá de novo, já que se aproxima subversivamente do conto. Pois então. Ao fim e ao cabo, Isabel Mendes Ferreira compromete-se entre o que conta e que canta, entre a memória e a vida, numa escrita que corporiza vivências.
"Andam romances no Bico das Gaivotas"."
Assinado
Jorge M. Laureano Jacinto
UM CORPO (SUB)EXPOSTO DE ISABEL MENDES FERREIRA
UM CORPO (SUB)EXPOSTO SURGE EM 1983
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
AINDA EM 92 IMF PUBLICA "VERMELHO DOCE"
terça-feira, 14 de julho de 2009
PONTO FINAL

A MAIS LOURA DE LISBOA, IMF NO CADERNO DE CAMPO
segunda-feira, 13 de julho de 2009
APRESENTO-VOS A POETA IMF PELAS PALAVRAS DE LILITH

Terá sido mais uma caminhante enamorada do vazio, o fosso anónimo a cobri-la, o alimento constituído de cenários iluminados por lanternas mágicas. Tudo é preferível à clarividência que dói mais do que as cinzas da ilusão.
Com o mesmo ímpeto com que revelara o lirismo às golfadas acerbando-o pelas cidades do mundo movida por artes de algo sem nome, haveria de partir de mãos vazias sem troféus, a miséria escondida sob uma capa de ouro, o guião por escrever memórias debicadas, ávidas de consolação.
No murmúrio da casca meio desfeita amputadora da essência, expurga nas linhas de transparência sagrada os castelos que constrói na provação do acreditar. Esfinge aparentemente decifrada revela sempre enigmas no atoleiro de sentires tão vividos que têm de ser contados na volta ao mundo da alma em voz dolente e salgada.
Solta de correntes, contenta-se em narrar o que vive, e se o narra é porque o vive nos prados inventados, páginas de sobriedade que aborrecem de morte repletas do gosto amargo das partidas no viver que é pão, no fermento que é sexo, a senda mais perigosa que a consome.
As noites e os dias são perfeitos até a música cessar, bastará o olhar a engolir a paixão até se esvair lentamente à serenidade, no fundo gravada na fibra íntima, as fendas onde se partilhara seladas com gotas de âmbar e sonha ao chegar ao fim da rota, sair do mundo com as mãos floridas.
Dedicado a Isabel Mendes Ferreira.
O FOTÓGRAFO DA POETA IMF EM "VERMELHO DOCE" E "CANTO CHÃO"
MARCELO VIGNERON
FOTO DAQUI http://forum.brfoto.com.br/index.php?showtopic=24728
O fotógrafo Marcelo Vigneron é repórter fotográfico e tem formação em história pela Universidade de São Paulo. Começou a fotografar em 1986, em publicações na área de transporte e veículos.. Já trabalhou para as revistas VIP, Exame, 4 Rodas, Veja, Guia Rural e Arte & Decoração. No início da década de 90, mudou-se para Lisboa, onde foi editor de fotografia do Grupo Forum (portal da internet).
Desde esta época tem um profundo relacionamento com Portugal, que já o levou a realizar um ensaio fotográfico "Duas Áfricas", em Moçambique, exposto no MIS de São Paulo em Julho de 2000.
As fotos aqui expostas fazem parte do livro "Brasil 500 Anos – Memórias Portuguesas", lançado no Brasil. Atualmente vive e trabalha em São Paulo comofree lancer...








