segunda-feira, 30 de novembro de 2009

em mim



Clicar sobre a imagem para melhor leitura.

Acrílico sobre papel

Isabel mendes Ferreira 1984
76 cm X 55 cm
Colecção particular.

OBRIGADA







sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AMANHÃ - CARTOGRAFIAS DA MEMÓRIA NO MUSEU MICHEL GIACOMETTI




Cartografia de uma memória

sorridente.













NAVIO DE ESPELHOS



Para ilustrar "Navio de Espelhos", de Mário Cesariny,

88 cm x 63 cm

Pastel sobre papel Arches,

de Isabel Mendes Ferreira, 1988, colecção particular.





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Um "Basiu" para Isabel Mendes Ferreira

Um dia num tempo passado...

Um comentário que gostava de relembrar.



Para melhor leitura é favor clicar na imagem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SILÊNCIO...


.
.

a boca cheia de silêncio
e uma espécie de saciedade nessa mordaça .


Perdidamente belo e de assinatura conhecida. Maria José Quintela.



do Amor______




É preciso não contar demasiadamente com Deus, mas talvez Deus conte connosco.


______
é pelos frutos que seremos conhecidos. tudo o mais é a espuma dos dias


Autoria de Mié

Obrigada pela lucidez. Pelo Amor que reconhece neste canto da minha alma.

OBRIGADA. AS ROSAS ESTÃO LINDÍSSIMAS NA MEMÓRIA DE UM DIA FELIZ.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

PÁGINA ONZE, um poema de IMF que dedico aos meus AMIGOS. VOCÊS.

Desenho de Regina Olivier Shulam
para o livro "sobre as ervas um corpo de junho"




nas tuas ancas largas cruzo a geometria
dos gestos ao acaso
_____inauguradas na cintura que desliza
_____que se cruza a nudez dos ramos
a noite fica mais brusca
a erva mais húmida o tempo cavalo à solta
e as tuas ancas invadem a sombra
sentidos amargos_____azuis/verdes/de cinza
______cópula de nádegas arqueadas
___________________________no feno
_____nas areias nos lagos
quando tu avanças_______uivam os lobos
______e a noite fica vermelha...


ISABEL MENDES FERREIRA, sobre as ervas um corpo de junho, página onze, 1981

(O código óptico-grafemático foi alterado)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ANTÓNIO JOSÉ BORGES, UM POETA "DE OLHOS LAVADOS". RODRIGO SOBRAL CUNHA TROUXE-NOS A LÂMPADA MARAVILHOSA.



de olhos lavados

ho matan moos



"em Timor a realidade que os meus olhos bebem

quando passeio a minha consciência nas ruas da amargura

vai pedir águas à instituição do bom senso

e deseja que o voo da tranquilidade

se despenhe irreversivelmente na ilha-crocodilo"


António José Borges, de olhos lavados, LIDEL, 2009



Apresentado por:

Ana Paula Tavares



(FOTO RETIRADA DA NET)

Foi hoje, na Associação Agostinho da Silva.

António José Borges

apresentou o novíssimo "de olhos lavados".


O mesmo aconteceu com o livro

"A Verdadeira História de Aladino

e a Lâmpada Maravilhosa", de Rodrigo Sobral Cunha,

Zéfiro, 2009.

Mais um livro da Colecção

Nova Águia.



Agora vou saborear página a página.










domingo, 15 de novembro de 2009

Ordem dos Afectos, por MARÉ


y

trago rosas Senhora
rosas
e silêncio.



vestido
e foice
de toda a luz que cavalga o verbo.
trago rosas Senhora
linhagem
de dias maiores onde a água é o corpo.
de renda.
tecida em céu de amanhã
destino do texto que de enigma se alimenta.
trago rosas Senhora
rosas

_______ e beijos, na ordem dos afectos.



Pode ler-se como comentário ao poema "cartografo o teu corpo na memória" de MARÉ.

Também publicado no PIANO, casa da Poeta Isabel Mendes Ferreira.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ANTOLOGIA POÉTICA


"OS POETAS SAEM À RUA"


ANTOLOGIA POÉTICA EM FORMATO DE PINS


1ª SÉRIE



Clicar na imagem para melhor leitura.




Bem me parecia que a moda podia pegar.

E não é que pegou.

O David Byrne pode até levar um para o Brasil.
















quarta-feira, 11 de novembro de 2009

PELAS TERRAS DE NINGUÉM

"A vida é revelação, aparecimento;
uma forma que afasta as outras
e ocupa o seu lugar."

Teixeira de Pascoaes






ANTÓNIO JOSÉ BORGES, UM POETA "DE OLHOS LAVADOS"

Amigo vai ser, é já uma grande festa!


terça-feira, 10 de novembro de 2009

O CONTO DO CANSAÇO


o Fernando está longe. também eu. também a memória. também o fogo. também aquele pôr-do-sol rente aos penedos sobre o mar dos sentidos.
estou para além da luz. concha decepada pelas tempestades de abril não sei de nenhum abrigo. o Fernando escreveu-me ontem. uma carta em branco. um título para a saudade. uma ponte no ar rasgando o futuro em nuvens de sílabas cinzentas. carregadas de renúncia.
era sábado à tarde, uma melancolia doce descia para o cais e do cais vinha o cheiro das sardinhas. das redes e dos barcos. dos homens maduros com palavrões dourados na ponta dos bigodes ruivos. entrei numa tabacaria escura onde uma viúva atiradiça vendia selos. fósforos. totobolas. rifas. livros usados. marcas de cuspo nas folhas dobradas e papel de carta.
comprei um bloco. papel azul com riscas vermelhas. uma relíquia esquecida numa prateleira suja. um sorriso de boa-tarde e saí para a rua. fui andando perdida e leve. quando o ar se tornou mais denso sentei-me num banco de jardim.

os jardins de sábado têm um gosto de paraíso perdido. como uma catedral sem paredes onde os anjos tomam banho e brincam com as pombas. e quis responder ao Fernando. áquela carta sem palavras. mas só me lembrei da música de Stravinsky. dos poemas de Pascoaes. das tranças de Madalena. dum esqueleto branco. dum quadro de Matisse e duma cesta de maçãs sobre a mesa de pinho. e muita gente calada.

abri o coração a Horácio. Baco. Lutero e a Sancho. doía-me o corpo de tanta palavra coincidente. eram cores demais na aguarela do meu cansaço.
deixei que o tempo fosse um fantasma e esqueci-me de sentir.

um polícia intrigado talvez com a minha imobilidade. confundindo-me com uma estátua de neve assoprou-me as pálpebras. abri os olhos abertos num abismo de sombras e moinhos e vi que os seus olhos eram lilases. perguntou-me se estava bem. respondi-lhe que estava louca. e ele sorriu. e disse então boa-tarde.
eu sorri e disse então adeus d. quixote. e o papel azul continuava sem palavras. num esforço último peguei num lápis de carvão e escrevi. Fernando sinto-me só. e disse tudo. fechei o envelope. caixão? e o cansaço mortal invadiu-me o corpo que já sentia dormente.
enderecei-me sem remetente e quando a noite chegou veio a carrinha do lixo.

pagaram-me com ternura e assim me despedi da melancolia de sábado à tarde.

o cansaço, pág. 75, in a "mais loura de lisboa", de Isabel Mendes Ferreira, DIFEL, 1984

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

DE PALAVRAS, DE MÚSICA, DE COR





De palavras, de música, de cor



Ou a sustentável magia de um criador- mitificador do espaço, do ritmo, do silêncio.


Rasgos que o levam e nos libertam.


Sons, que calam a cor.


Misturas cromáticas que nos segredam os insondáveis desígnios da matéria.


Recortes abstraccionistas que relevam a realidade, quase como que se a própria


intenção mais não fosse que uma metáfora.



O pintor, o músico, o escritor, o médico, o relator, o delator da inquietação.


Ele, persiste em quebrar toda a simetria e, na peculiar desordem de grande


criativo, convida-nos a ficar mais perto da sua herança, que é multifacetada,


coerente e brilhante!


Da cor e da palavra surge a pintura “musical” .




Isabel Mendes Ferreira