OBJECTO
Observo os objectos como corpos reais no tempo.
Contam-nos a nossa historia em cima do aparador.
E gasto uma hora apertando o pulso nessa corrente.
Basta-me ciciar o que oiço atrás do espelho.
No oval do rosto sinto a boca amuada a desfazer-se,
gasta de trazer-me à vida todas as manhãs.
Ouves-me do outro lado ainda que vivo?
Acontece-me ainda procurar-te entre os búzios.
Pacé. 31.06.08
Lídia Martinez